No ecosistema industrial Português, nomeadamente nos sectores do têxtil, calçado, agroalimentar ou bens de consumo, o private label, também chamado de marca branca – em que uma empresa produz bens que vende sob a marca de uma outra entidade,
foi durante muito tempo considerado como um modelo económico sólido. Produção regular, volumes importantes e muitas encomendas. No papel, tudo parece funcionar.
No entanto, muitas dessas empresas encontram dificuldades para crescer realmente
ou estagnam em relação à sua rentabilidade. Algumas fecham. Outras continuam
a trabalhar a todo o gás mas sem uma margem de rentabilidade suficiente para investir, evoluir ou se protegerem da concorrência internacional.
Porquê?
Porque o Private Label, em si, não é um modelo de negócio sustentável no longo prazo.
Uma guerra de preços, sem fim nem glória
O maior problema do private label: a empresa não vende um produto, vende uma capacidade de produção. E essa capacidade, em Portugal e na Europa, é cada vez
mais cara do que em outros mercados.
Face a uma concorrência asiática, turca e magrebina, os preços são esmagados
ao máximo. O cliente procura economizar alguns cêntimos por peça. A qualidade,
o factor humano, a fiabilidade não pesam muito na balança.
Resultado: margens baixas, uma pressão constante, e um modelo onde a empresa
se torna invisível e substituível.
A ilusão da estabilidade
Muitas empresas portuguesas trabalham hoje entre 60 e 80% para um ou dois grandes clientes internacionais. Mas se amanhã esse cliente internalizar a sua produção, mudar de estratégia ou migrar para um fornecedor mais barato, toda a estrutura industrial estará ameaçada.
A dependência comercial no private label é um risco estrutural subestimado.
Sem Marca, não existe activo
O private label não constrói nenhuma notoriedade.
A sua empresa fabrica um excelente produto?
O mesmo terá o nome de uma outra marca.
A sua empresa inova?
A inovação beneficia o cliente, não a sua imagem.
No longo prazo, isto significa: nenhum valor percebido, nenhuma influência comercial, nem diferenciação, que justifique um preço mais elevado que um concorrente chinês.
Branding industrial: a alternativa inteligente
A alternativa não é necessariamente abandonar o private label.
Mas é urgente repensar a posição da sua empresa na cadeia de valor.
E isso passa pela construção de uma marca forte, credível e autêntica.
Criar uma marca própria permite:
- Existir na mente do consumidor final;
- Captar uma parte do valor emocional do produto;
- Definir o posicionamento, as margens e a comunicação;
- Abrir novos canais directos de distribuição;
- Construir um activo intangível valorizável.
Uma marca não se constrói sozinha
Um erro que fazem muitos empresários quando lançam a sua própria marca,
é pensar que ter um bom produto é suficiente. Mas não é.
Uma marca necessita:
- De uma visão estratégica clara (posicionamento, valores, mercado-alvo);
- Uma identidade de marca forte (nome, logo, tom de voz, design);
- Uma experiência de marca coerente (embalagem, site, comunicação);
- E sobretudo, uma estratégia de comunicação eficaz.
E é precisamente aqui onde a nossa intervenção começa.
Um parceiro estratégico na criação de valor para a sua marca
Fruto de uma experiência de mais de 30 anos, somos uma agência de comunicação dedicada à criação e manutenção de marcas fortes, com um acompanhamento estratégico para industriais em fase de transformação.
Podemos ajudá-lo a:
- Identificar o potencial do seu mercado;
- Criar uma marca alinhada com os seus valores e competências – Know-how;
- Estruturar a comunicação da sua marca;
- Desenvolver todos os suportes necessários ao lançamento da sua marca.
A nossa missão?
Ajudá-lo a passar de um fabricante anónimo a uma marca reconhecida,
desejável e rentável.
Conclusão
O private label pode manter-se como uma base de estabilidade industrial.
Mas não chega.
Num mundo onde a diferenciação cria todo o valor, as marcas criam o futuro –
os subcontratados sujeitam-se.
Se sente que é o momento da sua empresa evoluir, de emancipar-se
e de construir
um activo em seu nome, comecemos por uma conversa estratégica.
O verdadeiro valor não está no que fabrica, mas na forma como as pessoas percepcionam aquilo que fabrica.
